Pipusquack Fujão

Sábado, Junho 30, 2007

Quando eu vi um filme chamado "Shaun of the Dead", eu tive aquela sensação gostosa de estranhamento positivo. Tipo, como? Como tiveram a cara de pau de fazer um filme tão louco, e tão legal? Um filme de zumbis (o próprio nome é uma referência a "Dawn of the dead" - Madrugada dos Mortos, engraçado, nonsense e bem feito.



Agora os mesmo caras lançaram outro nessa linha, Hot Fuzz.




MUITO bom. Quando sair no cinema (se sair, né?), vejam. Ou esperem o DVD. Enquanto isso, vejam "Shaun of the dead".

Quem mais senao o Bardo? 10:23 -

Quarta-feira, Junho 27, 2007

Quando eu era pequeno, os orelhões eram feios. Amarelões, com seus telefones vermelhos que faziam barulhos legais de ficha descendo pelo tobogã de metal e batendo naquela portinha vaivém.

Depois, ficaram melhores. Azuis, sóbrios, quase camuflados no cinza urbano.

E agora? De quem foi a idéia idiota de pintar os orelhões de ROXO? Oi o escambau, eles estão horríveis, roxos com um carimbo amarelo.

O mau gosto campeia...

Quem mais senao o Bardo? 18:46 -

Quarta-feira, Junho 20, 2007

Como alguém que não morreu pode reencarnar tão rápido?

Como ela...

Meg Ryan


Virou ela:

Drew Barrymore


*suspiros*

Quem mais senao o Bardo? 13:55 -

Sábado, Junho 16, 2007

Piloto de Fuga - a Série

Bom, é público, notório e respeitado que nunca fui fã de carros. Meninos geralmente têm esse frisson, mas devido a métodos pouco didáticos de meu pai ao me ensinar a dirigir, esse sentimento nunca me dominou.

O problema é que carro não é luxo... Ah, é sim. Esse papo de "é necessidade" é clichezão, carro é luxo - um luxo bem conveniente. Logo, comprado o carro, vai este pobre bardo para a auto-escola. Eu já sei dirigir, apenas não tenho carteira. Guardem essa informação.

Dirigindo e dirigindo, minha direção melhora.Tenho flanado pelas calles de minha cidade tranqüilamente, sem incidentes graves. Nem acidentes. Mas hoje eu vi merda. :)

Fui pegar o carro para fazer o programa na rádio, tranqüilamente. Minha garagem é na beira da principal, e quando abri o portão automático, vi três carros na frente do portão. Tive que sair do carro e ir procurar os donos, que estavam preparando uma festa no salão vizinho ao estacionamento. Mil desculpas, tiraram o carro. Até aí tudo bem. Só que eles ficaram na vaguinha da calçada avante, onde geralmente paro para ficar punhetando o controle até o portão da garagem fechar (controle miserável...). Conclusão: saí com o carro e não consegui fechar o portão.

Entrei na primeira ruela à direita, estacionei o carro e voltei para fechar o portão.Good job, well done, voltei para pegar o carro.

A rua é bem estreita, e o final dela conduz a uma subida que, além de íngreme, é pé de morro. Sim, morro, comunidade, favela. Espertamente, decidi fazer a volta ali mesmo (na rua apertada, com carros previamente estacionados que a tornavam mais apertada - sim, o "espertamente" foi irônico), para não correr riscos. As calçadas eram altas, e ao manobrar, perdi a subidinha de uma garagem e pronto: lá estava eu fechando a rua com meu carro, em um perfeito ângulo reto com a rua.

"Well, then" - pensei - "agora é ficar de nheco nheco para frente e para trás sem bater nos carros estacionados até conseguir sair". Chato, mas era a única opção. Até entrarem duas D-20 carregadas de policiais na rua.

Sim, eu havia dito que a ruela estreita conduzia a um morro, não disse? Então... Quando eu estava virando o volante para manobrar, entraram duas viaturas cheias de samangos, armas para fora, prontos para darem uma batida no morro. E me encontraram trancando a rua, na transversal perfeita. Eu não quis nem olhar para a cara deles, meu deu logo uma fraqueza nas pernas e eu só pensava: "relaxa, que agora fudeu". Foi quando o carro morreu.

Não, ainda não é o fim. Liguei novamente, e em um nheconheco desastrado, com direito a beijos do pára-choque envolvente no meio-fio, consegui subir em uma calçada para dar passagem às viaturas. A primeira passou devagarinho... Daí, o policial colocou a cabeça para fora, desvencilhando-se do cano do fuzil, olhou para a minha cara e perguntou: "garoto, você tem habilitação?"

... (pausa dramática)

Engraçado que nem foi cara-de-pau de minha parte, foi instintivo: "tenho sim", que saiu em um tom angelicalmente inocente e confiante ao mesmo tempo - umas duas notas acima do meu tom normal. Dito isso, não olhei mais. Só para o retrovisor, para não achar mais as duas D-20. Aí sim eu fiquei mole. Pude sentir aquela listra amarela subindo por minha coluna, como em desenhos americanos. Fiquei mole mesmo, sério. Podem imaginar o quanto eu ia apanhar? Sem carteira, mentindo, trancando a rua... E ainda com uma cartela de rivotril no porta-luvas, deixada por um de meus caronas na noite anterior.

Sim, foi o mais próximo que eu estive de me fuder - desculpem a vulgaridade, mas não há como descrever essa situação com palavras doces.

Foi por muito pouco.

Quem mais senao o Bardo? 20:00 -

Domingo, Junho 03, 2007

Se um dia eu for entrevistado (pfffff...), não creio que será por um(a) repórter inteligente. As pessoas têm necessidade de cultura, mas em geral só se ela vier na boquinha, mastigada e conduzida na colher. Vejo isso em minha cidade. Creio que uma divisão possível seria de alienados (a tchandala, gente sem base cultural, gente que só consome o que toca na rádio ou o que dá na TV Globo), preguiçosos (gente que até possui base cultural, mas não envida sequer os esforços mínimos para ampliá-la - trabalho com dúzias desses: professores que não sabem ler, não escutam música com menos de vinte anos de lançada - ou de trilha sonora de novela, gente que só vai a teatro infantil para levar seus pequenos delinqüentes); os "antenados" (cria da internet: gente que domina assuntos obscuros para serem vomitados aleatoriamente, demonstrando pseudo-erudição; gente que tem ciúmes de bandas folk do interior da Escócia que só eles conhecem) e os guerreiros, gente que ainda levanta o rabo da cadeira para buscar conhecimento - mesmo que seja o conhecimento de que sair de casa foi um erro.

Eu ia falar sobre a entrevista, mas deixa para lá.

Quem mais senao o Bardo? 23:06 -

 

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Tudo. TV, cinema, musica, literatura, comportamento, e qualquer coisa que me venha na cabeça.


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